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Movimento de Rua traz samba de bairro para a Avenida

Publicação: 23/02/12 | 15H02 - Última Atualização: 23/02/12 | 15H02

Tatamonoguelê, como é chamado nos terreiros, aprendeu a tocar nos candomblés do Engenho Velho da Federação. Ele tem 58 anos e desde muito jovem batia nos tambores sagrados para chamar os orixás. Na Avenida, é conhecido como Queinho Pinto, o criador dos grupos Pagoleiros, Q’Fascina e Frutos do Engenho. No sábado (17), todos se reuniram em uma banda só para animar o Carnaval Pipoca no Circuito Osmar (Campo Grande).

O trio Movimento de Rua, apoiado pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SECULT-BA), apostou principalmente em músicas inéditas. Os três grupos juntos têm 11 anos de existência e possuem um repertório com mais 200 músicas autorais, todas ligadas ao samba e ritmos afros. “Não trazemos axé para a Avenida porque a Bahia começou com o samba. Os outros ritmos são derivados dele”, explica Queinho.

Além das composições próprias, eles fizeram releituras em ritmo de samba para sucessos atuais. Entraram na lista canções como “Ai Se Eu Te Pego” (Michel Teló), “Tantinho” (Carlinhos Brown) e “Joelho” (Magary Lord).

Emoção – Os foliões se divertiram ao som do samba, mesmo aqueles que não conheciam as músicas ou as bandas. Acompanharam o trio, improvisaram coreografias, interagiram com os 15 músicos do carro principal.

Para Alef Oliveira, percussionista de 18 anos, a emoção foi grande. “Toco há 10 anos. Aprendi em uma capacitação que o Q’Fascina fez no Engenho Velho. Aprendi a gostar de samba. Quero ser músico e é muito bonito tocar no Carnaval”, contou.

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