Fundo de Cultura

10/03/2016 13:41

Site sobre vida e obra de Carybé é lançado em clima de homenagem

Carybé

O Palacete das Artes, localizado no bairro da Graça, em Salvador, foi palco ontem (9) à tarde, de homenagem que visa difundir a vida e obra do artista plástico Carybé (1911-1997), com o site Carybé. O projeto foi patrocinado pelo Fundo de Cultura da Bahia, via Edital de Museus da Secretaria de Cultura do Estado (SecultBa), administrado pelo Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (IPAC). Além de gerenciar editais de museus, patrimônio, arquitetura e urbanismo da SecultBA, o IPAC administra o Palacete e os principais museus estaduais.

“Estou muito feliz em disponibilizar a obra do meu pai. O site é um grande passo, sobretudo, para reduzir o número de falsificações das obras de Carybé. Diariamente, somos obrigados a consultar leilões para identificar obras suspeitas”, disse na solenidade de abertura, a filha, curadora do artista e representante do Instituto Carybé, Solange Bernabó. O portal foi idealizado por Gabriel Bernabó, neto do artista.

PROJETOS – Na cerimônia, o diretor geral do IPAC, João Carlos de Oliveira, pontuou a importância dos editais, que contribuem com projetos efetivos da sociedade, produtores, especialistas e instituições em benefício da política cultural. “Administramos projetos de restauração, projetos arquitetônicos, educação patrimonial, conservação e dinamização museológica, recuperação e digitalização de acervos, livros, cartilhas, CD, dentre dezenas de outras iniciativas patrocinadas pelo Fundo de Cultura”, destacou João Carlos.

Ao agradecer o apoio ao projeto, Solange Bernabó pediu mais incentivo do poder público na difusão de outros editais que contribuam para a preservação do patrimônio baiano. A museóloga Graça Teixeira foi palestrante do evento e destacou o formato do site categorização do acervo de Carybé. “A produção dele foi imensa e o site facilita o acesso”, comentou. Graça falou da criação de novos acervos digitais. “Esperamos continuar com apoio da Secult/IPAC no fortalecimento de cultura digital. Ganhamos nós, as instituições, o governo, e a sociedade”, finalizou.

PUBLICAÇÕES – Gabriel Bernabó explicou que o projeto é resultado de dez anos de pesquisas. “A equipe do IPAC foi fundamental no arrolamento do acervo, fotografando e caracterizando peças. Pretendemos expandir mais conteúdo para que o público tenha acesso a diversidade da obra de Carybé”, afirmou. No encerramento, os convidados foram presenteados com publicações do IPAC sobre os bens culturais baianos, disponíveis também para download no site do IPAC.

O IPAC já promoveu outras ações sobre Carybé e suas obras, como exposições nos museus de Arte Moderna (MAM) e de Arte da Bahia (MAB), a mostra ‘100×100 Carybé Ilustra Jorge Amado’ no Solar Ferrão (2013), ou restauro e educação patrimonial no restaurou o painel ‘Panorâmica da Cidade do Salvador’ de Carybé, na Escola Parque, complexo educacional tombado pelo IPAC. Mais informações sobre editais do IPAC, na Astec, via telefone (71) 3117-7482 e endereço editais.ipac@ipac.ba.gov.br.

ARTISTA -
Hector Júlio Paride Carybe, conhecido artisticamente como Carybé, foi um importante artista plástico, pintor, gravador, escultor, ceramista, ilustrador e desenhista argentino, naturalizado brasileiro. Nasceu na cidade argentina de Lanús em 7 de fevereiro de 1911, e faleceu em Salvador, em 2 de outubro de 1997. Apaixonado pela Bahia, Carybé tornou-se conhecido com suas obras que valorizavam a cultura baiana, os rituais afro-brasileiros, a capoeira, as belezas naturais e arquitetônicas da Bahia. Carybé fez ilustrações para livros de escritores famosos, ilustrou a capa de livros do escritor baiano Jorge Amado e também do livro Cem Anos de Solidão de Gabriel Garcia Márquez, livro Macunaíma, de Mário de Andrade. Uma de suas obras mais conhecidas é o conjunto de painéis “Os povos afros”, os “Ibéricos” e “Libertadores” de 1988. Estas obras fazem parte da decoração do mural do Memorial da América Latina, situado no bairro da Barra Funda em São Paulo. Entre suas principais obras estão: São Jorge (1956), Baianas (1957), Feira (1964), Capoeira (1974), Murais do Memorial da América Latina (1988), Os Conjurados (1995).
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