Cultura

10/01/2017 14:20

Ouro Negro chega à décima edição

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Bloco Apaches do Tororó no Carnaval Ouro Negro (Foto: André Frutuoso)


O canto que vem dos terreiros ganha a avenida, os olhares paralisam diante do colorido das vestes, a batida dos tambores, o som dos atabaques e agogôs, encontram ritmo nas coreografias, na ginga das rainhas ou de seus súditos. Isso é o Ouro Negro que chega à décima edição com envergadura, e compromisso com as manifestações afro-brasileiras. Por isso, as entidades de matriz africana que desfilam no carnaval de Salvador e Feira de Santana terão mais uma vez o apoio do Governo do Estado através da Secretaria de Cultura. Em 2017, serão destinados mais de R$ 5 milhões para o projeto que carrega na sua origem o dever de preservar a tradição afro no Carnaval da Bahia. Um compromisso que se renova a cada ano. O edital foi lançado no último sábado (07), as inscrições para o credenciamento vão de 09 a 13 de janeiro.

Desde o lançamento, em 2008, o governo do Estado já destinou mais de R$ 40 milhões ao Ouro Negro garantindo o desfile dos afoxés, blocos afros, de samba, de índio e de reggae com o respeito e a dignidade que merecem. No primeiro ano o apoio direto foi dado a 104 agremiações com investimento de R$ 3,6 milhões de reais. Ao longo das 10 edições o projeto vem sendo mantido, o que mostra o empenho do Governo em conduzir de forma democrática as políticas públicas de valorização e fortalecimento das manifestações populares de identidade.

A Secretaria de Cultura cria um calendário divulgado amplamente para que os interessados tenham acesso antecipadamente às informações sobre as inscrições para o credenciamento, datas de recursos, valores de investimentos, tudo de forma clara e transparente. A SecultBA mantém viva as manifestações afro-brasileiras dentro daquela que é considerada a maior festa popular de rua do planeta.

Entidades como o Alvorada que comemora mais de quatro décadas de samba na avenida vê no Ouro Negro mais que uma parceria, enxerga um facho de luz sobre os participantes, “Sem o Ouro Negro as entidades de matriz africana não estariam no carnaval. Antigamente a ajuda em dinheiro não tinha tanta significância, a verba do Ouro Negro é algo que nos deixa seguro”, diz Vadinho França, presidente do bloco.

Aproximadamente de 100 agremiações colocam o bloco na rua com o apoio do Ouro Negro, e o Apaxes do Tororó é uma delas. Para o presidente Adelmo Costa, esse reconhecimento exerce o sentido amplo da palavra, "Grande parceiro o Ouro Negro! É paz, amor, justiça social, é isso que compõe meu carnaval".
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