Fundo de Cultura

05/09/2017 12:30

BTCA participa do Filte e do Festival de Dança de Itacaré

e
Foto: Rana Tosto

Neste mês de setembro, o Balé Teatro Castro Alves (BTCA) participa de dois importantes festivais de artes cênicas da Bahia. No Festival Latino Americano de Teatro da Bahia (Filte), será apresentado “Atlântico”, um solo de Paullo Fonseca, no dia 5 de setembro, às 20h, no Teatro Martim Gonçalves, em Salvador. No Festival de Dança de Itacaré, o espetáculo “DAN”, de Rosa Barreto, e “Generxs”, de Leandro de Oliveira, serão encenados em sequência no dia 13 de setembro, às 20h e às 20h30, respectivamente, no Centro Cultural Porto de Trás, em Itacaré. Ambos os eventos têm apoio financeiro do Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia.

Estudo coreográfico de dança-teatro, “Atlântico” se constitui a partir do conceito de diáspora negra e suas narrativas de perda, exílio e viagens. Busca dialogar com todos os atravessamentos: os elementos cênicos, a estética corporal e o público. Conjunturas que se entrelaçam e se fazem necessárias para a composição do tecido cênico, que destaca perspectivas contemporâneas para a cena artística do sujeito/corpo-negro na dança. Tudo isso, metaforicamente falando, está imerso em nosso imenso Oceano Atlântico, um dos vieses de passagem da diáspora africana pelo mundo. A obra se fundamenta em experiências e vivências pessoais e profissionais do artista, que se coloca como sujeito de sua própria história e do reencontro com as suas referências identitárias.

A coreografia “DAN” – cujo nome remete à serpente sagrada do Daomé-Benin que simboliza a eternidade e a mobilidade com a figura de uma cobra que engole a própria cauda – propõe uma reflexão sobre a dualidade do mundo. Elementos contrários que dialogam e até mesmo coexistem. A inspiração, vinda da cultura afro-brasileira, é a simbologia de Oxumaré, orixá ambíguo por pertencer à água e à terra, sendo macho e fêmea. Oxumaré representa a necessidade do movimento de transformação. É o orixá de todos os movimentos, de todos os ciclos.

Por fim, “Generxs” é um espetáculo que discute gênero, identidade de gênero e sexualidade, tendo como foco os limites simbólicos impostos para os indivíduos e as relações de poder estabelecidas entre eles. O trânsito e o consequente fluxo de imagens na cena tomam como base três fases: a criminalização e o preconceito; a tolerância relativa; e a celebração. Deste modo, a obra apresenta corpos num trânsito simbólico que pretende levar o público a refletir sobre o tema, partindo de imagens e contextos que revelam a crueldade a que são submetidos os indivíduos na construção da identidade de gênero.

Companhia pública de dança contemporânea fundada em 1981, o BTCA tem o dançarino, coreógrafo, produtor e professor Antrifo Sanches como diretor artístico. Mantido pela Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), através da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), o BTCA é, junto com a Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), um dos corpos artísticos do Teatro Castro Alves.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.