Fundo de Cultura

11/10/2017 16:00

Projeto sobre moda e ancestralidade viaja para Nova York com apoio do Fundo de Cultura

jk

Projeto de caráter colaborativo entre três artistas, Carol Barreto - Modativista; Laila Rosa - Musicista e Luana Amaral - Video Maker, a finalização do documentário Coleção Asè, com curadoria de Juci Reis e parceria com Flotar Programa e Untitled Arts Media, ocorrerá entre os dias 19 a 29 de outubro de 2017 na cidade de Nova York, US.

Contempladas no Edital de Mobilidade Artística e Cultural 2017 do Fundo de Cultura da Bahia, Secretária de Cultura do Estado da Bahia, o projeto de intercâmbio e difusão visa a realização de Artist Talk sobre o processo criativo da Coleção Asè sob a perspectiva do Fashion Activism e sobre a produção da trilha sonora, bem como atividades de pesquisa e produção de conteúdo com a gravação de entrevistas com mulheres negras ativistas no campo da moda e da arte, para a finalização do documentário Coleção Asè.

“A coleção Asè nasce com inspiração nas marcas da afrobrasilidade, sob o impacto do retorno de uma mulher negra baiana à Angola, terra de onde saíram nossos ancestrais, reverenciando nossa história de negritude no Brasil. O ponto de partida é o imaginário alimentado durante décadas, por meio da oralidade, de rituais religiosos e culturais, por africanos escravizados no Brasil, de volta à nossa terra original”, dizem as realizadores.

As atividades para elaboração do documentário versam sobre os temas: Gênero, Moda e Ativismo Anti-Racista, debatendo o conceito de arte sob a perspectiva do Racismo a designer compartilhou todo o processo de elaboração conceitual com as 50 pessoas envolvidas no projeto e contou com a participação das artistas colaboradoras que compõem a equipe para continuidade: Laila Rosa e Luana Amaral, trabalham em parceria desde a apresentação da coleção Asè no Angola International Fashion Show em Luanda, à apresentação de desfile-show no Teatro Castro Alves que contou com a participação do Projeto Rum Alagbé do Ilê Iyá Omin Axé Iyá Massê do Terreiro do Gantois, para execução da trilha sonora composta por Laila Rosa com base no hinos e toques das religiões afro-brasileiras Umbanda e Candomblé. Todas as etapas foram momentos registrados pelas lentes de Luana Amaral que irá produzir o conteúdo internacional para finalização do documentário.

No Artist Talk a Designer Carol Barreto irá expor peças de roupa, materiais, imagens de fotografia e vídeo da Coleção Asé, a fim de debater sobre as implicações políticas presentes no processo criativo compartilhado e sobre a ações de Modativismo que integram o trabalho. A musicista Laila Rosa vai comunicar o processo de criação da trilha sonora dos desfiles e do documentário, e fará um Live p.a com base na trilha da Coleção Asè. Luana Amaral registrará as imagens dos eventos e atuará na gravação das entrevistas.

O intercâmbio dá continuidade à circulação internacional da Coleção Asè e à construção do vídeo por meio do diálogo com instituições culturais e ativistas que historicamente tem atuado no campo do Artevismo que na cidade Nova Iorque, Estados Unidos, cidade onde o campo teve o seu estabelecimento e expansão.

A etapa internacional do documentário ‘Coleção Asè’ poderá construir um diálogo com mulheres negras afro-diaspóricas que atuam no campo do ativismo político e que têm as artes como forma de expressão de suas lutas e numa atividade educativa de laboratório criativo experimentar por meio de atividades musicais e de criação estética envolvendo vestuário e moda, um debate sobre a importância da relação entre moda e ativismo político antirracista e feminista.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.