Carnaval 2018

13/02/2018 16:10

Carnaval Ouro Negro abre último dia da folia no Campo Grande

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Foto: Nilton Lopes

As crianças já portavam suas latinhas de espumas e pistolas de água, prontas para abrir a sequência de desfiles no Circuito Osmar (Campo Grande). Elas estavam no bloco Vamos Nessa, puxado pela banda Samba do Pretinho, que pelo sexto ano traz a animação do Subúrbio Ferroviário de Salvador para o Carnaval. 'Somos um bloco de inclusão, um bloco feito pelas pessoas do Alto do Cabrito, do Lobato. O carnaval pra gente é um ápice, um espaço importante pra gente ocupar', diz Marivaldo Santos, presidente do bloco.

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Foto: Nilton Lopes

O bloco Vamos Nessa é uma das 91 entidades contempladas pelo projeto Carnaval Ouro Negro 2018, assim como o Olodum, que não demorou muito para passar no Campo Grande. Hoje, sem cordas, o bloco trazia seguidores que há muito acompanham o bloco. O paulista Alcione Melo é um deles. Há 40 anos morando na Bahia, ele segue o Olodum há 30 anos e pra ele é quase uma religião. 'Não tem como não seguir. É mais forte do que eu. Só venho pro carnaval para ver o Olodum passar e depois vou pra casa', disse o fã da banda. Bethânia Fernandes também é outra folia histórica do Olodum. 30 anos seguindo o bloco, ela trouxe a sobrinha Fernanda Fernandes que já tem a mesma paixão da tia. 'Quando esses tambores tocam fico completamente arrepiada, não tem como não se emocionar'.

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Foto: Nilton Lopes

Levando o folião pipoca, um convidado especial acompanhou o desfile do bloco. O cantor de reggae jamaicano Andrew Tosh, filho do saudoso Peter Tosh e sobrinho do cantor de reggae Bunny Wailer, membro original do The Wailers, subiu no trio pra entrar na avenida com o Olodum e uma das músicas que cantou foi o clássico ‘No woman no cry' de Bob Marley. Olodum também desfilou na sexta-feira de carnaval neste mesmo circuito e no domingo, no circuito Dodô.

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Andrew Tosh - Foto: Nilton Lopes

Sobre o projeto – Gerido pela Secretaria de Cultura, o Programa Ouro Negro credenciou 91 entidades para o carnaval de Salvador nos segmentos afro, índio, afoxés, samba e reggae de Salvador. Em 2018 o projeto comemora dez anos e ao longo deste período vem apoiando e reconhecendo o legado e a importância da cultura negra para o carnaval, como forma de manter a plasticidade, beleza e identidade desses blocos na avenida, assim como a maior participação da juventude, transmitindo o legado para as novas gerações.

CARNAVAL DA CULTURA
– O Carnaval da Cultura é o carnaval da democracia e da diversidade e do folião pipoca, que leva para as ruas, durante todos os dias e circuitos da folia, a mistura de ritmos e gêneros musicais e, principalmente, a estética e a arte de diferentes artistas, grupos e entidades culturais da Bahia. São centenas de atrações e shows gratuitos de afoxé, samba, reggae, axé, pop, MPB, fanfarras e muito mais. É diversão garantida para todos os gostos e estilos no espaço público da rua para alegria do folião. O Carnaval da Cultura – uma realização da Secretaria da Cultura do Estado da Bahia, por meio do Centro de Culturas Populares e Identitárias (CCPI) – está organizado a partir de quatro programas: Carnaval do Pelô, Carnaval Pipoca e Carnaval Ouro Negro. A programação completa de nossa festa está disponível nos sites www.cultura.ba.gov.br e www.carnaval.bahia.com.br.
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