Fundo de Cultura

13/06/2018 15:30

“Antônio, João e Pedro – Três Faces da Fé” é a nova exposição temporária do Museu da Misericórdia

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O Museu da Misericórdia apresenta a exposição temporária “Antônio, João e Pedro – Três Faces da Fé”, um passeio pela história, vida e iconografia dos Santos mais conhecidos do mês de junho, revisitando as tradições que envolvem seus cultos e representações. A mostra ficará em cartaz até 22 de julho e conta com nove peças (quatro de São Pedro, duas de São João e três de Santo Antônio), datadas do século XVIII ao XXI, confeccionadas com diversos materiais, como madeira, gesso e metal.

Fé, Arte e Devoção se entrelaçam por meio de peças representativas do Barroco que se destacam pelo requinte do trabalho de composição, expresso na madeira crua ou policromada e por peças de característica popular e expressiva singularidade, feitas em gesso policromado ou resina, confeccionadas pelas mãos habilidosas de santeiros do nordeste brasileiro.

A riqueza iconográfica e o paralelo entre o erudito e o popular representados, só foram possíveis graças a instituições e colecionadores particulares que gentilmente cederam suas imagens para figurar ao lado de exemplares do século XVIII e XIX que compõem o acervo do Museu da Misericórdia. O Museu Abelardo Rodrigues, da Diretoria de Museus do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural da Bahia – Secretaria de Cultura da BA; a Brasil Açu – Arte e Artesanato, e aos colecionadores Padre Lázaro Muniz, Junot Barroso e Rodrigo Guedes que, de forma significativa, contribuem para enriquecimento desta exposição, fortalecendo o patrimônio cultural do nosso estado.

O Museu é vinculado à Santa Casa da Misericórdia, uma das 17 entidades apoiadas pelo Fundo de Cultura da Bahia, por meio do Edital de Apoio a Ações Continuadas de Instituições Culturais.

SANTO ANTÔNIO - 13 DE JUNHO - Nascido em 15 de agosto de 1195, na cidade de Lisboa, Portugal. Filho único de Martinho de Bulhões e Maria Teresa Taveira foi batizado com o nome de Fernando. Ao completar sete anos, foi estudar com os cônegos agostinianos e aos 19 já havia entrado para a Ordem dos Cônegos Regulares sendo ordenado sacerdote. Em 1220, ingressou na ordem dos Franciscanos. Ficando extasiado com os exemplos de São Francisco, deixou-se impregnar pelo desapego aos bens materiais, vivendo de forma simples, se dedicando a amparar o próximo. Nessa época, decidiu abandonar seu nome de batismo para adotar o nome Antônio em homenagem ao padroeiro do Conventinho de Olivais, Santo Antão, em latim Antonius. Face à eloquência dos seus sermões e seu vasto conhecimento intelectual e religioso, foi considerado Doutor da Igreja. No Brasil, as trezenas de Santo Antônio ainda são rezadas por muitas famílias que se encarregam de passar a tradição para seus descendentes. O “Santo Casamenteiro” é festejado no dia 13 de junho data da sua morte. Antônio morreu aos 36 anos, na cidade de Pádua, na Itália.

SÃO JOÃO - 24 DE JUNHO - Filho do sacerdote Zacarias e de Isabel, João nasceu no dia 24 de junho na Judeia, atual Oriente Médio, no ano de 2 a. C. Seu nome significa “Deus é propício”. Segundo os escritos bíblicos seus pais já estavam em idade avançada quando o conceberam. Ainda gestante, Isabel recebeu a visita da sua prima Maria, também já grávida do Menino Jesus. O encontro entre as futuras mães ficou conhecido como a “Visitação”, momento no qual Isabel profere a seguinte expressão: “Bendita és tu entre as mulheres e bendito é o fruto do vosso ventre!”. Maria e Isabel combinaram que a primeira a ter a criança acenderia uma fogueira. Por isso, a tradição de acender a fogueira ainda é presente nos festejos juninos. Ainda jovem, após a morte de seu pai, João assumiu a responsabilidade da casa e os cuidados com sua mãe. Quando Izabel faleceu se desfez dos bens materiais que possuía, iniciando sua vida de pregação. Recebeu o apelido de “Batista” porque pregava o batismo por arrependimento e a prática da penitência, batizando nas águas do Rio Jordão. João foi decapitado em 29 de agosto de 27 d. C.

SÃO PEDRO - 29 DE JUNHO - Simão nasceu em Betsaida, Palestina, século I a. C. Filho de Jonas e irmão de André. Ele e o irmão exerciam a profissão de pescadores no Mar da Galileia, em Israel. Seu nome de batismo é de origem hebraica e significa “aquele que ouve”. Foi Jesus quem o chamou de Pedro que quer dizer: “pedra”, “rocha”, convidando-o a segui-lo e a se tornar “pescador de homens”. Ao se tornar discípulo de Jesus, Pedro assumiu importante papel como difusor dos seus ensinamentos, presenciando muito dos milagres por Ele realizados. Durante a perseguição dos romanos sentiu medo e negou conhecer o seu Mestre por três vezes. Segundo a tradição católica, o apostolo Pedro é considerado o primeiro Papa da Igreja e nele está representada a sua unidade. Ele foi preso em diversos momentos até que capturado pelo exército romano, foi condenado à morte na cruz. Pedro pediu para ser crucificado de cabeça para baixo, pois não se considerava digno de morrer do mesmo modo que Jesus. O dia da sua festa é 29 de junho, data de sua morte e também do translado de suas relíquias para o Vaticano.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais. Para mais informações, acesse: www.cultura.ba.gov.br

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