Fundo de Cultura

22/11/2018 17:30

Álbum “Bahia Dá Samba” é lançado com apoio do Fundo de Cultura

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Foto: Divulgação

Uma celebração da ancestralidade do samba e suas raízes, que cruzam do sertão, passando pelo Recôncavo até o litoral. Composições dos baluartes do samba da Bahia, Walmir Lima, Guiga de Ogum e Reginaldo de Itapuã estão reunidas no álbum Bahia Dá Samba, que terá show de lançamento no dia 27 de novembro, às 20h, no Teatro do Irdeb (Rua Pedro Gama 28-E Federação), com entrada franca. O projeto tem apoio financeiro do Governo da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda, Fundação Cultural e Secretaria de Cultura do Estado da Bahia, via edital setorial de música.

Os sambistas estarão reunidos na apresentação, ao lado dos mestres e músicos que participaram da gravação do disco e apresenta em primeira mão o mini-doc, que revela o processo de produção do álbum e a pesquisa sobre os compositores. Evento abre a programação do Dia do Samba, homenageando o gênero musical.

O álbum conta com 12 faixas, contando com quatro composições de cada sambista, também celebrando a obra de Roque Ferreira, parceiro de criações dos mestres. Seguindo a tradição oral, as músicas não se encontravam registradas nem em áudio ou escritas num papel, o que torna o disco extremamente necessário na preservação da memória da obra desses artistas e das raízes do samba produzido na Bahia. O desejo de resgatar, registrar e apresentar para o público as composições dos sambistas motivou o projeto, que tem a direção artística do músico Ênio Bernardes e a direção musical de Dudu Reis.

Os três compositores passeiam pelo samba canção, samba de breque e samba de raiz que representam o melhor do samba da Bahia. Guiga de Ogum é morador da Ladeira da Preguiça, no Centro Antigo de Salvador, e autor de sambas de grande sucesso nacional. Reginaldo de Itapuã carrega no nome a memória do seu querido bairro e é criador de grandes composições de samba de roda baiano. Walmir Lima é nascido no bairro do Tororó e criado em Ilha de Maré, de onde tirou inspiração para o grande sucesso nacional “Ilha de Maré”.

O projeto Bahia Dá Samba – Memória Viva dos Baluartes do Samba da Bahia partiu de uma pesquisa no universo dos compositores, tendo como inspiração o disco Sambas da Bahia, que reuniu Riachão, Batatinha e Panela, em 1973, pelo selo Fontana. O encontro entre gerações permite que o trabalho alcance longevidade e impede que o legado dos sambistas não seja esquecido. A diversidade das composições encontra nos arranjos uma harmonização e diálogo entre as sonoridades.

O disco mostra a diversidade dos três compositores e convida a um passeio pelo samba em suas vertentes: samba canção, samba de breque, partido alto, samba de marcha, samba enredo, se nutrindo de outros ritmos populares como o baião, o calango e o maxixe. “Albertina” e “Madrugada” são dois sambas canção que trazem a melancolia do cotidiano. “Maravilha” é um samba choro de exaltação à família e à fé. “Mariᔠé um samba de roda, desses que dá vontade de sair batendo na palma da mão, que canta o nascimento de uma nova vida.

“Eu bebo com meu dinheiro” e “Goteira” são dois partido alto cheios de humor que percorrem os bares da cidade. “Se eu fosse um rei” é um samba-enredo que transborda esperança e alegria. “Lição de um malandro” é um samba de breque bem-humorado, falando da disputa entre dois homens. “Mar grande da Ilha” é um samba festivo, que conta a história da marujada e das travessias na Baía de Todos os Santos. O mini-documentário realizado pela APUS Filmes reunirá informações sobre a pesquisa das obras, entrevistas, os bastidores das gravações e as trocas entre os mestres. A produção é apoiada pelo Fundo de Cultura do Estado da Bahia.

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.


Show de Lançamento do Álbum Bahia Dá Samba
Quando:
27 de novembro às 20h
Onde: Teatro do Irdeb - Rua Pedro Gama 28-E Federação
Aberto ao público
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