Cultura

23/01/2019 14:20

SecultBA leva cinema gratuito a 85 Escolas Culturais da Bahia

s
Foto: Divulgação / Escolas Culturais

Coordenado pela Diretoria de Audiovisual (DIMAS), da Fundação Cultural do Estado da Bahia (Funceb), órgão vinculado à Secretaria de Cultura (SecultBA), o Circuito Luiz Orlando de Exibição Audiovisual é uma iniciativa de apoio a pontos alternativos de exibição de filmes na capital e no interior do estado da Bahia, em parceria com o projeto Escolas Culturais, do Governo do Estado. A ação pretende difundir a produção baiana no segmento, ampliar o acesso e estimular reflexões e diálogos em torno de temas relevantes da agenda contemporânea a partir da perspectiva audiovisual.

O projeto foi batizado em homenagem ao grande ativista social e cineclubista Luiz Orlando. O baiano de Salvador tornou-se uma das principais referências na história do cineclube do Brasil graças a sua militância incansável na difusão das grandes obras do cinema. Ele percorreu comunidades negras, cidades do interior do Brasil e metrópoles do mundo inteiro, exibindo filmes e vídeos-documentários que revelavam a história e a cultura da população negra da África e Diáspora.

O Circuito foi lançado durante o Novembro das Artes Negras da Funceb no Colégio Estadual Luís Viana em 28 de novembro de 2018. Neste dia, foi dada a largada do 1º ciclo de exibições, que acontecerá em 85 Escolas Culturais distribuídas nos 27 Territórios de Identidade. O primeiro ciclo seguirá até o início de fevereiro. Até agora já aconteceram 14 exibições. Vale ressaltar que em 2019 serão realizados 10 ciclos de exibição.

O filme escolhido para esta primeira etapa foi o longa-metragem 1798: Revolta dos Búzios, de autoria do cineasta Antonio Olavo, que fala sobre o levante dos negros baianos que marcou a luta pela independência, pelo fim da escravidão, e por igualdade racial e social.
Foi a primeira manifestação libertária em que o povo teve protagonismo, refletindo, significativamente, nas conquistas após a sua eclosão, em 1798. A Bahia celebra, durante todo o mês de agosto, esse marco da luta popular no país.

Exibições - Um dos destaques deste primeiro ciclo foi a exibição em Barreiras, que recebeu mais de 20 pessoas no Centro Cultural Rivelino Silva de Carvalho – Casa da Cultura. O evento começou com apresentação da cantora local Andressa Nunes, seguida da exibição do filme de Antonio Olavo.

Na ocasião, o professor convidado, Edson Carvalho, destacou a importância da exibição de filmes como material pedagógico em sua contribuição para o debate. Já o historiador e cineasta Reizinho falou sobre o trabalho de Olavo seguido de um momento aberto a perguntas do público através de discussões entre os presentes.

Na avaliação da coordenadora da Escola Cultural de Serrinha, Nadjane Estrela: “o evento foi positivo, com participação de estudantes, representantes de grupos culturais e funcionários do município, se constituindo como uma ação diferenciada para os estudantes, resultando em grandes benefícios para a educação e pelo fomento dado a nossa cultura”. Já em Ichu, o Colégio Estadual Luiz Júlio Carneiro recebeu mais de 30 participantes para a exibição. Em Ichu, o Colégio Estadual Luiz Júlio Carneiro recebeu mais de 30 participantes para a exibição.

Já na opinião do estudante Fernando dos Santos, um dos espectadores do filme, “foi positivo, pois eu descobri que a Revolta dos Búzios foi no Brasil, na Bahia, e eles conseguiram se libertar. Na parte negativa, acho que os povos não têm aproveitado atualmente essa cultura para se libertar”, finaliza o estudante.

Escolas Culturais – O projeto foi instituído através da Portaria nº 115, de 14 de julho de 2016, da Secult, e é desenvolvido por meio da iniciativa interinstitucional firmada entre as secretarias da Educação (SEC), da Cultura (SecultBA), de Justiça, Direitos Humanos e Desenvolvimento Social (SJDHDS) e Casa Civil. Sob a coordenação da Secult Bahia, o projeto abrange 85 unidades escolares, em 85 municípios, nos 27 Territórios de Identidade da Bahia. As Escolas Culturais oferecem atividades nas áreas de dança, arte literária, música e audiovisual. O projeto faz parte do programa Educar para Transformar.

Recomendar esta notícia via e-mail:

Campos com (*) são obrigatórios.