Fundo de Cultura

11/04/2019 10:40

VIVADANÇA Festival Internacional realiza sua 13ª edição

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Foto: Ernesto Mike Rafail

Entre os dias 16 e 29 de abril, o VIVADANÇA Festival Internacional realiza sua 13ª edição, com apoio do Governo do Estado, via Fundo de Cultura, ocupando 10 espaços da cidade com uma programação intensa de espetáculos, oficinas, mesas de debate, mediação com públicos específicos de alunos e educadores e rodadas de negócios. A abertura acontece no Teatro Vila Velha, às 19h, com o espetáculo “Tears”, solo do moçambicano Edivaldo Ernesto, que traz um personagem incomodado por medos irracionais e reflete sobre o que você pode ou não fazer quando exige liberdade. A programação completa está disponível no site www.festivalvivadanca.com.br.

O evento calendarizado, que acontece no mês em que se celebra o Dia Internacional da Dança, vem reafirmando a cada ano seu lugar de encontros, difusão e conexões no universo da dança, com uma programação que coloca a Bahia no circuito de festivais internacionais, abrindo possibilidades artísticas e mercadológicas. “É um momento esperado pelos artistas, que lançam suas criações e agregam valor a sua formação, e pelos públicos da cidade, que já se programam para ver dança no mês de abril no festival”, afirma Cristina Castro, diretora geral e curadora.

Na programação, produções internacionais e nacionais, Mostra Latina, Mostra Baiana de Dança Contemporânea, Mostra Casa Aberta, Solos Stuttgart e o projeto Memória e Sobrevivência reúnem 30 espetáculos vindos de 13 países: Moçambique, Holanda, França, Espanha, Alemanha, México, El Salvador, Paraguai, Chile, Venezuela, Itália, Lituânia e Burkina Faso. As ações formativas incluem oficinas com profissionais visitantes e debates sobre temas caros ao festival, como a presença de negros e mulheres nos palcos da dança.

O VIVADANÇA é realizado com o apoio financeiro do Goethe-Institut e Ministério das Relações Exteriores da República Federal da Alemanha e Governo do Estado, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia e com o patrocínio do Fundo Iberescena/Funarte - Ministério da Cidadania, Governo Federal, além das parcerias institucionais com o MID - Movimento Internacional de Dança (DF); Instituto Francês, Embaixada da França e Aliança Francesa, Teatro Vila Velha, SESC, Teatro Castro Alves, Escola de Dança da UFBA, Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB) e Internationales Solo Tanz-Theater Festival (Alemanha).

“O VIVADANÇA é um ponto de conexão entre arte e sociedade e vem ganhando força como um poderoso hub entre artistas, público, culturas, conteúdos, ideias, mercado e comunidades. Esse sempre foi e é o seu propósito maior, interligar e criar uma rede onde a arte é o fio condutor de movimento”, explica Castro.

Arte negra é destaque – O corpo negro na dança será destaque na programação de 2019 do VIVADANÇA, considerando ser hoje impossível não discutir e problematizar a presença e atuação dos negros nos palcos artísticos. Espetáculos com temáticas voltadas para a diáspora africana e debates e workshops nos quais se discutirão a importância do corpo negro na dança, suas trajetórias, desafios e enfrentamentos se espalham pelo festival.

Já na abertura, o moçambicano Edivaldo Ernesto apresenta “Tears” (16.04, 19h, Teatro Vila Velha, $20/$10). Nome de prestígio da dança mundial, Ernesto iniciou seu trabalho com o estudo da dança tradicional de Moçambique e tem se destacado pela criatividade nas coreografias e pelas colaborações com artistas de alto prestígio na dança contemporânea, como a alemã Sasha Waltz e o venezuelano David Zambrano. Antes mesmo do início do festival, no dia 13 de abril, ele também compartilhará com profissionais brasileiros sua técnica “Depth Movement” em workshop no Teatro Castro Alves. “Abrir o festival com um artista negro, africano, moçambicano que se destaca no cenário da dança contemporânea atual é não somente trazer um bom espetáculo ou um excelente workshop, mas também marcar a presença do pensamento negro que bebe da tradição e ocupa o seu espaço de interlocução e posicionamento com o mundo na atualidade”, diz Castro.

O francês de origem camaronesa James Carlès, coreógrafo importante por sua constante pesquisa sobre a diáspora negra, interpreta “Happi, La Tristesse du Roi”, coreografia de Heddy Maalem (24.04, 20h, Teatro Vila Velha, $20/$10). “James tem uma formação que une tradição e modernidade. Um mestre da dança aberto à criação de pontes entre culturas”, conta a curadora.

Logo após a apresentação de “Atlântico” (18.04, Sala do Coro, 17h), coreografia de Paullo Fonseca, que trata também sobre as vivências do dançarino enquanto artista negro, a mesa “Dança e Emancipação - Trajetórias Negras pela Dança” reunirá Fonseca, James Carlès e Hugo Rojas (Paraguai), com mediação do diretor da Aliança Francesa Mamadou Gaye, como parte do projeto Conversas Plugadas, promovido pelo Teatro Castro Alves.

Programação completa do VIVADANÇA e inscrições em http://www.festivalvivadanca.com.br

Fundo de Cultura do Estado da Bahia (FCBA) – Criado em 2005 para incentivar e estimular as produções artístico-culturais baianas, o Fundo de Cultura é gerido pelas Secretarias da Cultura e da Fazenda. O mecanismo custeia, total ou parcialmente, projetos estritamente culturais de iniciativa de pessoas físicas ou jurídicas de direito público ou privado. Os projetos financiados pelo Fundo de Cultura são, preferencialmente, aqueles que apesar da importância do seu significado, sejam de baixo apelo mercadológico, o que dificulta a obtenção de patrocínio junto à iniciativa privada. O FCBA está estruturado em 4 (quatro) linhas de apoio, modelo de referência para outros estados da federação: Ações Continuadas de Instituições Culturais sem fins lucrativos; Eventos Culturais Calendarizados; Mobilidade Artística e Cultural e Editais Setoriais.
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