Fazcultura

19/06/2019 13:40

Arte Eletrônica Indígena Brasileira expõe em Londres

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Foto: Ângelo Rosário

O projeto “Arte Eletrônica Indígena - AEI” apoiado pelas secretarias estaduais de Cultura (SecultBA) e da Fazenda (Sefaz), por meio do Fazcultura, foi escolhido pela British Academy para participar do Festival “Summer Showcase” que será realizado nos dias 21 e 22 de junho, em Carlton House Terrace, Londres, Reino Unido. O AEI é uma iniciativa brasileira da ONG Thydêwá e também contou, em 2018, com patrocínio do Oi Futuro e da Oi.

O festival inglês é gratuito e contará com 15 exposições interativas, palestras, workshops e performances, trazendo para o público atualidades dos campos das artes, das humanidades e das ciências sociais. A exposição Arte Eletrônica Indígena terá em Londres sua segunda montagem. Na primeira apresentou no Museu de Arte Moderna da Bahia – MAM, dez obras fruto de 10 residências artísticas em 10 comunidades indígenas. Desta vez, estarão se apresentando quatro dessas obras, peças cocriadas interculturalmente entre artistas convidados e indígenas. As obras escolhidas pela British Academy têm em comum seu alto grau de interatividade. Agora é a vez da Arte Eletrônica Indígena Brasileira ser vivenciada pelo público no coração do Reino Unido.

Duas artistas indígenas estarão presentes na mostra para interagir com os visitantes, ‘Aruma’ De Berduccy, artista e pesquisadora da relação têxtil com tecnologia, e ‘Mangtxai’, representante da comunidade indígena Camacan Imboré, localizada no município de Ribeirão do Largo - Bahia - Brasil. Elas são as cocriadoras de “Pulsação” – que é uma estrutura semelhante a um casulo feito de fibras naturais trançadas com fibra óptica que se ilumina com o batimento cardíaco do público.

Representando a obra “A Voz da Terra Pankararu” estará em Londres Alberto Harres um dos artistas cocriadores da peça. Ele estará disponibilizando a obra ao público, um pote de barro que responde a estímulos com canções e histórias gravadas pelos indígenas Pankararu de Pernambuco.

Ainda estarão presentes no Festival duas curadoras do programa Arte Eletrônica Indígena, Anna Campagnac e Thea Pitman. Thea é PhD Latin American Literature (University College London) e vem pesquisado o AEI desde seu primórdio em 2010 e agora comenta: “Estou realmente feliz por poder expor algumas das obras do AEI no Summer Showcase da British Academy. Além das obras vamos expor alguns vídeos que fizemos e irei apresentar a minha pesquisa sobre o AEI. É uma grande oportunidade para mostrarmos o trabalho ao público do Reino Unido e provocarmos discussões entre esse público e alguns artistas indígenas e não indígenas. O evento ocorre no centro de Londres, perto do Palácio de Buckingham, e uma audiência significativa é esperada, variando de membros do parlamento, patronos das artes, emissoras e professores universitários, até crianças em idade escolar e membros do público em geral”.

O Reino Unido poderá conhecer também o “O Som do Mar” cocriação de ‘Ukumari’ junto ao povo Pataxó da Bahia, onde vai ser possível ouvir uma rede de pesca sensível ao contato que recria uma paisagem sonora do oceano quando tocada; “A Terra que nós somos” cocriação de Bruno Gomes junto ao povo Karapotó Plak-ô, Alagoas, onde ocorre a interação com projeções luminosas de motivos indígenas referenciando a pintura corporal tradicional.

FAZCULTURA – Parceria entre a SecultBA e a Secretaria da Fazenda (Sefaz), o mecanismo integra o Sistema Estadual de Fomento à Cultura, composto também pelo Fundo de Cultura da Bahia (FCBA). O objetivo é promover ações de patrocínio cultural por meio de renúncia fiscal, contribuindo para estimular o desenvolvimento cultural da Bahia, ao tempo em que possibilita às empresas patrocinadoras associar sua imagem diretamente às ações culturais que considerem mais adequadas, levando em consideração que esse tipo de patrocínio conta atualmente com um expressivo apoio da opinião pública.
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