Cultura

09/08/2019 10:30

Fligê vai transformar Mucugê em terra da poesia

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Foto: Divulgação

De 15 a 18 de agosto, a Chapada Diamantina volta a ser território da leitura, dos versos, das rimas e da palavra, em suas diversas formas. Palco para a Feira Literária de Mucugê – Fligê, a cidade histórica e patrimônio nacional terá o seu território poeticamente alterado, por meio de intervenções artísticas provocadas durante a programação. Serão quatro dias de produção e circulação de conhecimento literário, de experiências, saberes, vivências e encontro com o livro.

Nesse ano de 2019, a Fligê faz um convite à obra de Castro Alves, com enfoque em sua poesia e teatro, obras que se reverberam em sua voz lírica, épica e social. “A nossa opção foi a de assumir a representação da fortuna literária de Castro Alves sob as entradas de diásporas e distopias da atualidade, por meio de imagens de navios negreiros atuais, relações de amor de seus poemas de exaltação, os esquemas interpretativos que compõem o imaginário e narrativas modernas, atualizadas a partir de novas lentes para a criação do poeta do século XIX”, explica a responsável pela curadoria, Ester Figueiredo.

A Fligê 2019 terá ampla participação de escritoras e escritores baianos, que de alguma forma foram e ainda são influenciados pelos escritos do também baiano Castro Alves. “A verbovisualidade da sua obra é o enquadre da homenagem”, afirma Ester, acrescentando que escritoras e escritores de circulação nacional e também no exterior estarão na Fligê: “a programação também acolhe jovens escritores que fazem a literatura brasileira e também de gerações passadas, realçando o trânsito da produção literária brasileira”.

A homenagem a Castro Alves se apresenta em mesas de conversa, espetáculos musicais e teatrais, na sessão de abertura “Sê livre… És gigante”, inspirada pelo poema “América”, na produção de obras artísticos e de trabalhos de estudantes, na expografia, nos bate-papos literários, textos e imagens.

Na abertura, o escritor, diretor e produtor de teatro Edvard Passos fará a narrativa “Castro Alves: o filho da terra em imagens afrofuturistas”, recolhendo coincidência entre a vida de Castro Alves e a atualidade. Edvard se propõe a oferecer um diálogo entre a poesia e a prosa de Castro Alves com as distopias afrofuturistas. Na sequência, o ator Jackson Costa apresentará o “Sarau do Poeta”, espetáculo em que a palavra conduz a música por inexploradas cadências e resgata a musicalidade e os versos da Bahia de Dorival Caymmi, Jorge Amado, Gregório de Mattos e, claro, Castro Alves.

Temas como memória, ancestralidade, a produção literária baiana, o sertão, a escravidão, o êxodo e os lugares no imaginário social, além das paisagens periféricas e urbanas, também farão parte da programação da Fligê 2019.

A programação ainda oferece um espaço dedicado às crianças (Fligêzinha) e ao cinema (FligêCine). Na Fligêzinha, os pequenos leitores têm acesso a escritores de livros infantis, interagem com perguntas, curiosidades e brincadeiras, ouvem e também contam muitas histórias. No espaço dedicado à sétima arte, os filmes exibidos dialogam com a temática e com o atual contexto sócio-cultural, levando o espectador a refletir e (re)construir significados. Além disso, com a Fligê&Tu, a programação vai até a vila de Igatu, no município de Andaraí, onde realiza bate-papos, exposição e sarau na Galeria Arte & Memória.

A Fligê é um realização do Governo do Estado da Bahia, por meio da Secretaria de Cultura (SecultBA), em parceria com o Coletivo Lavra e com o apoio de recursos de emendas parlamentares do orçamento da União.

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