Fundo de Cultura

07/11/2019 15:20

XV Panorama Internacional Coisa de Cinema encerra com anúncio dos vencedores

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Henrique Filho e Edson Bastos com o troféu Igluscupe | Foto: Esperança Gadelha

A XV edição do Panorama Internacional Coisa de Cinema exibiu, durante 08 dias, 130 filmes, entre longas e curtas-metragens produzidos no Brasil e em outros países. O evento, que terminou na noite de quarta-feira (06), homenageou Glauber Rocha e seu cinema questionador, com programação nas cidades de Salvador e Cachoeira (BA).

As obras selecionadas para o festival foram exibidas nas modalidades nacional, baiana e internacional. Sempre após as exibições os produtores, cineastas e integrantes da equipe dos filmes estavam presentes para debates com o público.

O Itaú de Cinema - Glauber Rocha e a Sala Walter da Silveira foram os espaços escolhidos para apresentação dos filmes na capital baiana. Já em Cachoeira, os filmes ganharam a tela do Cine Theatro Cachoeirano. Os estudantes do curso de cinema da Universidade Federal do Recôncavo Baiano participaram do festival apresentando suas produções e participando das competições.

Uma realização da produtora Coisa de Cinema, o XV Panorama tem apoio financeiro do Governo do Estado da Bahia, através do Fundo de Cultura, Secretaria da Fazenda e Secretaria de Cultura da Bahia, e do Ministério da Cidadania, por meio do Fundo Setorial do Audiovisual.

Vencedores – A produção paulista A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro, conquistou o prêmio de melhor longa-metragem da Competitiva Nacional do XV Panorama Internacional Coisa de Cinema. Os vencedores foram anunciados ontem no Espaço Itaú de Cinema - Glauber Rocha, durante o encerramento do evento, iniciado no dia 30 de outubro.

O longa traz um dândi de cerca de 40 anos com uma memória inigualável, incluindo recordações de vidas passadas. Segundo os diretores, esse é o primeiro prêmio de melhor longa conquistado por A Rosa Azul de Novalis, que foi exibido no último Festival de Berlim.

O júri composto pela atriz baiana Luciana Souza; a diretora do Berlinale Forum, Cristina Nord; e o crítico Marcus Mello, concedeu ainda um prêmio especial ao longa mineiro A Rainha Nzinga Chegou (Júnia Torres e Isabel Casimira) e elegeu como melhor curta-metragem o também paulista Quantos Eram pra Tá?, de Vinícius Silva.

Definido pelos diretores como um “selfiementary”, uma espécie de documentário feito com o celular, Cinema de Amor, de Edson Bastos e Henrique Filho, levou o prêmio de melhor longa-metragem da Competitiva Baiana. O filme também foi a escolha dos júris APC e Jovem, que é formado a partir da oficina de crítica oferecida pelo festival.

“Fizemos de forma despretensiosa, mas com muito amor. E esse amor atingiu em cheio muitos corações e reverberou. É um filme resposta para dizer ao sistema que nós não seremos interrompidas”, declarou o diretor Edson Bastos.

Os vencedores das categorias principais ganharam prêmios em serviços e locação de equipamentos, e todos contemplados receberam o troféu Igluscupe.


CONFIRA OS VENCEDORES

Júri Oficial Nacional

Melhor Longa-metragem: A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro (SP)
Prêmio Especial: A Rainha Nzinga Chegou, de Júnia Torres e Isabel Casimira (MG)
Melhor Curta-metragem: Quantos Eram pra Tá?, de Vinícius Silva (SP)

Júri Oficial Baiana
Melhor Longa-metragem: Cinema de Amor, de Edson Bastos e Henrique Filho
Melhor Curta-metragem: Arco do Tempo, de Juan Rodrigues
Destaque: Miúda e o Guarda-Chuva, de Amadeu Alban
Menção Honrosa: Victor Marinho por Vigia – Um Olhar para a Morte e Enjoy Your Sunday

Júri Oficial Internacional
Melhor Longa-metragem: Retablo, de Álvaro Delgado-Aparicio (Peru/Alemanha/Noruega)
Menção Honrosa: In Search…, de  Beryl Magoko (Alemanha/Quênia)
Melhor Curta-metragem: Dante vs. Mohammed Ali, de Marc Wagenaar (Holanda) 
Menção Honrosa: Flow, de Adriaan Lokman (Holanda/França)

Júri Oficial Cachoeira
Melhor Longa-metragem: Selvagem, de Diego da Costa (SP)
Melhor Curta-metragem: Enquanto Eu For Lembrado, de Allan Maia (BA)
Menção Honrosa: Sem Asas, de Renata Martins (SP)
Menção Honrosa: Arco do Tempo, de Juan Rodrigues (BA)

Júri APC Nacional
Melhor Longa-metragem: A Rosa Azul de Novalis, de Gustavo Vinagre e Rodrigo Carneiro (SP)
Melhor Curta-metragem: Eu, Minha Mãe e Wallace, de Marcos e Eduardo Carvalho (RJ)

Júri APC Baiana
Melhor Longa-metragem: Cinema de Amor, de Edson Bastos e Henrique Filho
Melhor Curta-metragem: Joderismo, de Marcus Curvelo

Júri Jovem Nacional
Melhor Longa-metragem: Casa, de Letícia Simões (PE)
Melhor Curta-metragem: Eu, Minha Mãe e Wallace, de Marcos e Eduardo Carvalho (RJ)
Júri Jovem Baiana
Melhor Longa-metragem: Cinema de Amor, de Edson Bastos e Henrique Filho
Melhor Curta-metragem: Vigia – Um Olhar pra a Morte, de Victor Marinho
Menção Honrosa: Joderismo, de Marcus Curvelo

Prêmio Elo Company
Sem Asas, de  Renata Martins (SP)

Prêmio IndieLisboa
Breve Miragem de Sol, de Eryk Rocha (Brasil/França/Argentina)

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