Fazcultura

14/11/2019 11:30

Ópera Lídia de Oxum comemora 80 anos do poeta Ildásio Tavares no TCA

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Foto: Lindembergue Cardoso


Entre os dias 21 e 23 de novembro, na Sala Principal do Teatro Castro Alves (TCA), a “Ópera Lídia de Oxum” abre as comemorações dos 80 anos do poeta, romancista, novelista, dramaturgo, ensaísta e compositor brasileiro Ildásio Tavares. A montagem faz parte da Coleção Ildásio Tavares que também irá contar com a realização de outras peças escritas por Ildásio e a reedição de quatro livros do autor e do LP Espetáculo “Os Orixás”, que foi lançado em 1978, pela Som Livre.

A coordenação geral da ópera é de Ildázio Júnior e direção artística de Gil Vicente Tavares, filhos de Ildásio Tavares, que junto a Lindembergue Cardoso assina a obra. A primeira ópera baiana do Brasil e a primeira ópera brasileira escrita em português, a montagem homenageia a cultura afro.

No palco, 164 artistas divididos em oito solistas, 75 músicos da Orquestra Sinfônica da Bahia (OSBA), 60 coristas, 20 bailarinos, cinco percussionistas e um violeiro-repentista. “Idásio Tavares esteve muito atento à questão afrodiaspórica e, por isso, este é um momento muito importante para a gente e para a cultura da Bahia”, disso Ildazio Júnior.  

A ópera, apresentada pela primeira vez em 1994, no Palco Principal do Teatro Castro Alves, é uma demonstração da força do povo negro. A ópera atravessa as décadas como um grito de resistência. “Para mim, a ópera era sempre algo erudito baseado na cultura italiana, quando fui convidado para este trabalho fiquei muito feliz porque ele comunica, fala, não fica no lugar difícil e inacessível para a gente. Que lindo que está acontecendo aqui, na Bahia”, disse o cenógrafo Marcio Medina.

“Esta coleção vem em uma boa hora, ano que vem são os 80 anos de Ildásio e começar com “Lídia de Oxum” é iniciar em grande estilo porque ele tinha um grande carinho e apreço por esta obra, não só por ser a primeira ópera baiana, mas principalmente por ter uma temática tão urgente para uma cidade como Salvador que é majoritariamente negra. Ela fala da falsa abolição que aconteceu. O Brasil ainda precisa de mais uma ou duas abolições para tentar arrumar a injustiça e a tragédia que foi feita ao trazer os negros para cá”, disse Gil Vicente Tavares. 

“É muito importante está aqui primeiro por ser negro, por referenciar a um orixá, oxum. Por esta na Bahia e ter um trabalho coreógrafo para uma nação negra”, disse o coreografo Jorge Silva. Entre os nomes confirmados participam do projeto também estão o Maestro Angelo Rafael (preparador vocal e regente do coro) e Maestro Carlos Prazeres (Orquestra Sinfônica da Bahia). “Temos que gritar alto contra o machismo, misoginia, racismo. Temos que gritar alto contra todo tipo de preconceito. Um dos motivos de Lídia acontecer é ser mais uma voz que grite e lute pela mulher negra”, afirmou Ildázio Júnior. 


SERVIÇO

Ópera Lídia de Oxum


Quando: 21, 22 e 23 de novembro de 2019 (quinta, sexta e sábado), 21h

É terminantemente proibida entrada após início do espetáculo.

Onde: Sala Principal do Teatro Castro Alves

Quanto:

R$ 80 (inteira) e R$ 40 (meia), das filas A a Z

R$ 50 (inteira) e R$ 25 (meia), das filas Z1 a Z11

Classificação indicativa: Livre


VENDAS

Os ingressos para o espetáculo podem ser adquiridos na bilheteria do Teatro Castro Alves, nos SACs do Shopping Barra e do Shopping Bela Vista ou pelos canais da Ingresso Rápido. Acesse página de vendas em http://site.ingressorapido.com.br/tca.

 MEIA ENTRADA

A concessão da meia-entrada é assegurada em 40% do total dos ingressos disponíveis para o evento.

* O Teatro Castro Alves cumpre a Lei Federal 12.933 de 29/12/2013, que determina que a comprovação do benefício de meia-entrada é obrigatória para aqueles que gozam deste direito. Estudantes devem apresentar a Carteira de Identificação Estudantil (CIE), não sendo aceitos outros documentos.

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