Carnaval Ouro Negro
Publicação: 19/08/10 | 10H08 - Última Atualização: 17/02/12 | 19H02Apoio da Secretaria de Cultura da Bahia ao desfile de blocos de matriz africana durante o Carnaval. Em 2010, 120 entidades entre afoxés, blocos afro, de índio, de samba, de reggae e de percussão se apresentam nos circuitos Batatinha, Dodô e/ou Osmar.
“O Carnaval tem uma dinâmica própria. O que estamos fazendo através do Programa Ouro Negro é na intenção de equilibrar o mercado, para que esse Carnaval não se perca”, explica o Secretário de Cultura Márcio Meirelles. “Não é só dar dinheiro aos blocos, é construir, é dar visibilidade a esses grupos e apoiá-los na busca pela sustentabilidade”, defende o secretário.
Ao longo de 2009, o Programa Ouro Negro, através do SEBRAE, capacitou 60 entidades de blocos de Matriz Africana com cursos de gestão cultural, elaboração de projetos, financiamento e produção cultural. Essa ação conjunta habilitou representantes das entidades na melhoria de seus projetos culturais. Para este ano, a parceria SEBRAE e Secult continua.
“O papel do Sebrae neste projeto é transmitir aos profissionais do carnaval o conhecimento em gestão e planejamento, contribuindo para que a cultura enquanto um bem imaterial, particularmente a produção cultural de origem afrodescendente, produzida por milhares de baianos, possa melhor ser apropriada economicamente por aqueles que a produzem e mais valorizada pela sociedade baiana e pelos turistas nacionais e estrangeiros que nos visitam e se divertem com o nosso carnaval” afirma o Superintendente do SEBRAE Bahia, Edival Passos.
Em 2010, foram investidos um total de R$ 4,9600 milhões distribuídos através de faixas de recursos entre R$15 e R$100 mil, a depender da entidade, tendo sido repassado 50% da verba antes do início do Carnaval para que esses grupos pudessem produzir seus desfiles.
O projeto Carnaval Ouro Negro mantém ainda o apoio de R$ 10 mil para as entidades do segmento Afoxé, que se encontra em fase de reconhecimento como Patrimônio Cultural da Bahia através do Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural- IPAC. Este apoio é realizado através do convênio firmado entre a Secretaria de Cultura do Estado – SecultBA e o Instituto de Águas e Climas da Bahia – INGÁ / Secretaria do Meio Ambiente.
“Em parceria com a Secult, o Ingá propõe que a água, como elemento presente em nosso cotidiano, faça parte de manifestações culturais como o Carnaval. Nossa participação se insere na perspectiva de uma temática sustentável, em que o cuidado com a água precisa ser difundido no cotidiano da população. Diversas comunidades religiosas de matriz africana têm a água como principal elemento sagrado e uma relação especial em seus rituais. E é por isso que apoiamos os afoxés e blocos afros”, declara Júlio Rocha Diretor Geral do Ingá.
No Carnaval 2010, estimula-se a consciência ambiental através da valorização da atuação dos catadores de materiais recicláveis no circuito da folia. Para isso, o projeto Carnaval Ouro Negro irá incorporar o projeto “Trabalho Decente Preserva o Meio Ambiente” que existe há cinco anos e é realizado pelo Complexo Cooperativo de Reciclagem.
A atuação dos catadores contribui para a destinação correta e sustentável dos resíduos como garrafas pet, papelão, latas de alumínio e aço, dentre outros materiais descartados em áreas públicas, além de fomentar junto com a população a importância de ter atitudes sustentáveis. Para isso, cinco postos de apoio para os catadores ficarão em locais estratégicos como o Polyteama, Piedade, Barra, Ondina e Ladeira da Montanha, possibilitando também que o público possa se informar sobre o tema e descartar de modo adequado e consciente os resíduos sólidos.
Em 2009, foram coletadas 18.321 unidades de alumínio, 2.734 unidades de garrafas pet e 2.293 unidades de aço, beneficiando 2.200 catadores.
Catálogo Ouro Negro
O Catálogo Ouro Negro , pareceria da Secretaria de Cultura com Secretaria de Turismo (SETUR), Secretaria de Promoção e Igualdade Social (SEPROMI), Instituto de Águas e Climas da Bahia (INGÁ) e SEBRAE, no Forte Santo Antônio Além do Carmo, é uma edição ilustrada e bilíngüe (português e inglês) traça um perfil de todas as entidades que se inscreveram no programa, com levantamento de informações sobre os afoxés e os blocos afro, de índio, samba, percussão e reggae de Salvador. A idéia é dar visibilidade aos grupos atraindo novos foliões e patrocinadores. A distribuição será realizada antes e depois do Carnaval em agências de viagens, hotéis, jornais e revistas especializadas, entre outros públicos, do Brasil e do exterior.
Em 2010, 125 entidades integram o catálogo tendo suas informações coletadas, registradas e publicadas no Catálogo Ouro Negro. O criador do samba reggae e fundador da Escola Percussiva Didá, Neguinho do Samba, Mãe Hilda do Ilê Aiyê e o militante Jônatas da Conceição, são os homenageados do Catálogo Ouro Negro 2010 que traz informações dos 125 blocos que se inscreveram no Programa Ouro Negro.




