Quarta que Dança
Publicação: 19/08/10 | 10H08 - Última Atualização: 19/08/10 | 10H08O projeto Quarta que Dança surgiu em 1998 e, ao longo destes anos, proporcionou a montagem de mais de 150 apresentações de variados grupos e propostas artísticas. Em 2007, as inscrições passaram a ser feitas exclusivamente via edital, em duas categorias – além dos tradicionais Espetáculos de Dança, deu-se espaço para Trabalhos em Processo de Criação, com objetivo de estimular o debate em torno dos processos construtivos. No ano seguinte, 2008, outras duas categorias foram criadas: Intervenção Urbana e Dança de Rua, ampliando as possibilidades estéticas abrigadas e levando o Quarta que Dança também para as ruas da cidade.
HISTÓRIA DE DIVERSIDADE E REFLEXO DA PRODUÇÃO BAIANA
Na década de 1990, a diversidade da dança no Brasil ganhava visibilidade, amparada por grupos que exibiam, em suas pesquisas corporais e cênicas, o cruzamento de linguagens artísticas e a interface com outras áreas de conhecimento. Eis que, em 1998, surge o Quarta que Dança, que, ao longo desses 12 anos, teve em suas mais de 150 apresentações artistas e grupos como o Ballet Rural, João Perene, Jorge Silva Cia. de Dança, Grupo Tran Chan, Grupo Dimenti, Gicá Cia. de Dança, Viladança, além da Escola de Dança da FUNCEB e da Escola de Dança da UFBA.
O grupo Tran Chan, uma das companhias de dança de maior repercussão do Estado, apresentou Coisas Mudas na edição de 1998 e, mais tarde, em 2000, participou com O que o Olho Diz ao Cérebro. Com 25 anos de fundado, o Tran Chan continua realizando um trabalho que não é apenas criativo, mas, sobretudo, formativo de algumas gerações da dança baiana. “Percebo que o Quarta que Dança atua como uma vitrine da dança contemporânea para dentro da cidade de Salvador, sendo o único projeto com esta proposta para o segmento. O maior ganho é mostrar a produção dos artistas, tornando-se uma rede que oferece oficinas, palestras e atividades de formação”, acredita Maria Cecília Lopez, produtora executiva e bailarina integrante do Tran Chan desde 2002.
O Dimenti, outro grupo que conquistou destaque e já esteve no projeto, foi criado em 1998 e é formado por artistas de áreas distintas, com pesquisa cênica e de movimentos que envolve dança, teatro, cartoons e música. A atuação também ultrapassa os limites do palco, incluindo realização de oficinas, debates, intercâmbios, publicações e projetos audiovisuais. O grupo teve uma de suas primeiras montagens, o espetáculo Porta Cabide, no Quarta que Dança de 2001, e retornou ao projeto em 2005, com A Lupa, e em 2007, com O Poste, a Mulher e o Bambu.
Já a Gicá Cia. de Dança, ligada ao projeto Axé, participou da edição de 2000 com o espetáculo Ressurectio. A Gicá já contou com a direção de Lia Robatto, uma das mais importantes coreógrafas da Bahia. O Quarta que Dança também acolheu apresentações dos alunos da Escola de Dança da FUNCEB e da Escola de Dança da Universidade Federal da Bahia – UFBA, quando os alunos mostraram resultados dos aprendizados, compartilhando a formação desenvolvida nas escolas.




